Espaço e Tempo

Quase nunca nos perguntamos
Sobre a fragilidade do nosso tempo e espaço
Mas a cada virada do ponteiro
O relógio tenta nos lembrar

Seguimos inertes à sua imponderável força
De nos corroer e envelhecer
E seguindo, impávidos e imparáveis
Dilatando o espaço em vida

Não há o que cessar
Só o que amar
A vida assim,
No tempo e espaço
Rumo à saudade

Que sejamos saudade
Mais do que saudosos
Vivendo o tempo no espaço
Que de bom grado nos foi dado

A força do tempo é o amor
Construindo dúvidas
Destruindo tolas certezas
Abrindo a mente para a possível verdade

Só o tempo é verdadeiro
Ele não teima em voltar ou se adiantar
Antes da hora ele nunca será
O tempo que você espera é melhor viver
Agora

Não há o que cessar
Só o que amar
A vida assim,
No tempo e espaço
Rumo à saudade

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Inspiração

A saudade da leveza da infância....a saudade do tempo que não tinha relógio, ponto ou agenda de compromissos.

Sobre a obra

Um poema leve sobre a brevidade e singularidade da vida que seguimos tentando controlar, mas que nos descontrola o tempo todo

Sobre o autor

Um humano perdido no tempo...mais um entre tantos...

Autor(a): PAULO MAURICIO GOULART VALENTE (Paulo Valente)

DF