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Escuta
Era só o vento, num canto assobiando
Depois, um murmúrio foi considerado
Um estado de alerta foi me sitiando
No coração, um ritmo acelerado
Abstração para foco nos ouvidos
Algo quer estabelecer comunicação
Às vezes me parece conhecido
Noutras, da mínima ideia, privação
Me soa como língua estrangeira
De outro país, planeta ou dimensão
Não é claro os limites desta fronteira
Epifanias e incompreensão
Mas o que julgava sussurro, agora grita
Nos meus olhos, com horror na expressão,
Impotentes, fitam mãos aflitas
Parecem inertes, surdas ao coração
Mas em tremores estereotipias
Um aquecimento para a redação?
Tirar o foco de minhas fobias
Deitar palavras como redenção
O retorno da inocência nos meus traços
A nudez de quem quer voltar ao paraíso
Espécie de catarse dos meus fracassos
Suavizados enquanto verbalizo
Para a persona nada é confidencial
O "poeta" natimorto ainda respira
Chafurda no seu (pro)lixo existencial
Bota fogo no inflamável de suas piras
Inspiração
A ideia apareceu num processo de transpiração. A motivação foi o concurso.
Sobre a obra
Fala da luta e alegria do processo de criação - um metapoema do poeta e sua obra.
Sobre o autor
Gosto de escrever. Tenho alguns textos num blog e agora também divulgo no Instagram.
Autor(a): DALTON LUIZ DO AMARAL CARVALHO (Zé de Lamentar)
APCEF/PR
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