Sou preto, Sou negro

SOU PRETO, SOU NEGRO
Sou preto, sou negro
Sou a cor do brilho da minha alma.
A cor negra é a raiz
que atravessa minha forma natural de ser.
A natureza, quando me trouxe ao mundo,
fez resplandecer a coloração de melanina da minha pele,
trazendo características dos meus ancestrais.
Sou negro, sou preto
Sou representante de uma classe
que tem orgulho de sua beleza
e faz da cultura seu alicerce perene.
Sou preto, sou negro,
pois essa cor é a superatividade
de um ser humano de alma pura.
Ele transforma as adversidades em arte
que somente os olhos vivos conseguem enxergar.
Sou negro, sou preto,
vivo na catequese das minhas origens,
pois lá é onde encontro o refúgio para me energizar.
Sou preto, sou negro,
sou a resistência da força do meu povo.
Visto-me de melanina,
pois meu sangue é o reflexo da minha cor viva.
Sou negro, sou preto,
trago a representatividade da história africana
de um espírito guerreiro
que sofre com a discriminação e a exploração.
Sou preto, sou negro,
pois é na coragem desta cor que me fortaleço
para buscar a identidade da estética e da cultura africana,
quebrando os estereótipos de pobreza e sofrimento.
Sou negro, sou preto,
não vivo de aparência nem de vocação.
Sou a alma negra dentro de uma dimensão
que une a força da mata
com os mistérios de coragem e proteção.
Sou preto, sou negro
porque a negritude é onde eu preciso estar,
onde coloco meus pés e olho para um horizonte sem cor,
vivenciando as minhas raízes de forma natural.
Sou negro, sou preto
Sou a cor que o mundo quer conhecer,
mas que muitos não sabem dizer,
porque a nossa espécie é tão bonita
que as maravilhas do mundo a desconhecem.
Sou preto, sou negro,
Sou a luz que brilha em cada olhar,
Sou a riqueza em forma de luta,
Sou a beleza da imagem sagrada,
Sou a personificação de uma alma pura.
Sou negro, pois o negro é verdade.
Sou preto, pois o preto é real.

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Inspiração

A ideia surgiu em uma conversa em família, em que estávamos falando sobre nossa origem e o orgulho da nossa cor. Então resolvi escrever este manifesto de autoafirmação da minha identidade negra.

Sobre a obra

A obra é uma afirmação da minha identidade; ela reforça a aceitação e o orgulho das minhas próprias origens. O poema retrata a ancestralidade, espiritualidade e crítica social. Usei algumas metáforas e anáforas para dar ritmo e mostrar a força do poema.

Sobre o autor

Sou um ser humano que aprendeu a brincar com as palavras através da escrita, mostrando aquilo que sinto e penso. Digo que a origem da minha escrita vem de um baú guardado dentro da minha mente, o qual retrata as histórias da minha vida.

Autor(a): KLEBER SILVA OLIVEIRA (KSO)

APCEF/BA