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O dia em que a Terra parou!

O dia em que a Terra parou


Lembro-me bem, aquela terça feira, entre 9:00 e 10:00 da manhã. Acordei para viver um dia normal de rotina, como outro qualquer daquele ano de 2001.

Estava em casa. E aquele silêncio que se seguiu. Não o silêncio da paz, mas um silêncio que não deveria existir, seguro eu que imaginava a paz que conformaria as vidas na terra. Estava errado.

E, aconteceu algo nos Estados Unidos da América. Aquela vinheta inconfundível no Brasil, criada em um estúdio qualquer do Rio de Janeiro, quando passava na TV era sinal de urgência máxima. Era a notícia do incêndio na primeira torre do World Trade Center, em Nova Iorque.

Ainda guardo na memória: aquela aeronave que rasga a torre sul, em uma explosão ao vivo. Imagens sucessivas seriam transmitidas repetidas vezes pela TV americana, que não sabia o que se sucedia.

Ninguém sabia o que realmente estava acontecendo. O mundo entrou em pânico. As imagens eram hipnóticas, junto a gritaria e entrevistas próximo às torres. Cenário de dor, cinzas e lágrimas. Era o prenúncio de uma nova era da segurança mundial. O mundo nunca mais seria o mesmo.

E foi justamente neste dia, o dia em que a terra parou. E eu, do meu canto do mundo, junto a milhões de pessoas em todo o planeta, estava parado, procurava explicações. Aquela nuvem de poeira que subia com a implosão das torres era estranho. Uma imagem ainda paira em nossas mentes. Tragédia!

Foi um choque que nos enviou para um mundo virtual, como em um videogame, mas que não sabíamos o começo e o final da história. Muito menos a sinopse do jogo. Mas não era um jogo. Era real. E da realidade vivida e sofrida com horas de perguntas e dúvidas. O que aconteceu? Por que os aviões estão a cair nos céus do norte da américa? A surpresa e o espanto eram uma constante naquelas horas.

Não conseguia retirar os olhos daquela TV. A programação passava, mas sempre voltava as imagens do plantão. O mundo estava congelado em imagens transmitidas repetidamente em um evento catastrófico para todo o mundo.

A vida é também feita de tristezas. Eu penso nos profissionais que subiram as escadas e não tiveram a chance de dizer para a família " Eu te amo." As imagens não diziam isso, mas foi o que aconteceu.

E a Terra não parou. Ela continuava girando. Mas a sensação era que tinha realmente parado por algumas cansativas horas em que o mundo queria saber o que estava acontecendo. O ataque terrorista em massa foi confirmado algumas horas depois.

E 25 anos se passaram daquele lúgubre dia. Ouvi uma voz no meu ouvido dizendo: " o mundo não é mais um lugar seguro." Porém, temos uma esperança: muitas pessoas ajudaram com o máximo. Muitas pessoas lutaram até o fim. Muitas pessoas, diante do pior da humanidade, mostraram o melhor dos seus corações. Este é o legado.

Eu não me esqueço. Dia 11 de setembro de 2001. Não há esperança que o mundo seja perfeito. Mas, há esperança que, mesmo no meio da escuridão, pode haver luz. Um dia, talvez, o mundo possa girar como antes deste fatídico dia. Um dia, talvez, possamos olhar para trás sem sentir dor.

E esta é a memória. A História foi escrita em nuvens de cinzas, choro, desespero e esperança. Enquanto a memória existir o mundo nunca será o mesmo. E não foi até hoje.

Talvez seja bom para lembrar que precisamos um do outro. Precisamos lembrar que o ódio nunca vencerá a razão. Ainda assim, precisamos reconhecer que somos frágeis. Poeira que se esvai com o vento que chega. E o mundo girava.

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Inspiração

O ataque terrorista enfrentado pelos Estados Unidos da América entrou para a história e modificou a segurança no mundo. Refletir sobre o que aconteceu naquele dia nos traz muitas lembranças. Parafraseando a música popular brasileira "o dia em que a terra parou", realmente o planeta não parou. Ele continuava a girar. Dia 11 de setembro de 2001.

Sobre a obra

A crônica busca apreender a realidade enfrentada no mundo no dia 11 de setembro de 2001. Aquele dia do cotidiano marcou uma geração. Por algumas horas, que pareceu uma eternidade, o mundo lutava contra o ódio e pela esperança.

Ainda lembro o quanto aquelas imagens se repetiam. E assim se repetiam as imagens de terror e esperança.

Sobre o autor

Meu nome é Pedro Souza e participo do concurso TALENTOS/FENAE desde o ano de 2018. A oportunidade de participar do maior concurso cultural entre bancários do Brasil é empolgante e desafiador.

É uma janela aberta para os bancários da Caixa Econômica Federal exteriorizarem criações artísticas, expor obras e divulgar a nossa cultura para o Brasil.

Autor(a): PEDRO JADER BANDEIRA SOUZA (Pedro Souza)

APCEF/MA


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