Porteira Velha

Porteira velha

Porteira velha
No fim da estrada
Marca fronteira
Sem ser barreira

Por trás da madeira
Estórias havidas
de idas e vindas
De gente feliz

Porteira velha de boas lembranças
Da vida boa de ser criança

Não se falava de política
Não se falava de religião
Só se ouvia a natureza
Nesse pedaço de chão

No meio do mato
A vida nascendo
A todo momento
Nos mananciais

O céu é mais claro
A água mais limpa
A vida é vivida
Tristeza existe
De morte morrida

Nessa corrida
O cimento é concreto
Do rio ao deserto
Escoa-se a vida

Porteira velha
Já não está lá
No fim da estrada
Não resta mais nada
A não ser lembrar

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Inspiração

Tenho colegas e amigos que vieram do interior, então resolvi escrever algo diferente dos meus textos convencionais.

Sobre a obra

Estava tentando escrever algo um pouco diferente do que normalmente escrevo, um texto que pudesse ser transformado em música, e que expressasse a saudade de um tempo que não existe mais.

Sobre o autor

Gosto de escrever, embora não tenha disciplina nem técnica, mas ainda acredito na criatividade do ser humano.

Autor(a): JULIO CESAR FLORENCIO DOS REIS (Julio Reis)

APCEF/PR