Brilho Obscuro

O tempo vaga e a mão logo o procura,
Ao vício cego sua mente conduz.
A gente dobra a nossa postura,
Para nos curvarmos à tal pequena luz.

Qualquer distração que outrora existia,
É logo esmagada sem pena ou perdão.
E assim, dominados por tal tirania,
O nosso ego repousa na palma da mão.

Eis o "Super-Eu", a persona voraz,
Que tudo sabe e tudo consome.
Conhece as rotas que o "Maps" refaz,
E em cada rede domina um renome.

Uma personalidade virtual que teima em emergir,
Tirando das outras o chão mais seguro.
Com superpoderes, as faz sucumbir,
Deixando o que é leve e puro, no escuro.

Compartilhe essa obra

Inspiração

O artefato anti-óscio.

Sobre a obra

Observação, reflexão e escrita.

Sobre o autor

Não sou poeta. Sou teimoso.

Autor(a): CLAUDIO BOECHAT GOMES FERNANDES (Boechat)

APCEF/AM