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Sem desculpas
Eu não peço desculpas por ser quem sou.
Não peço desculpas por sentir demais,
por falar alto, por rir escandalosa,
por chorar quando o céu fica bonito.
Não peço desculpas por ser intensa,
por ser inteira onde o mundo pede metade.
Eu não me diminuo para caber.
Eu não me apago para confortar.
Eu sou pós-chuva.
Sou arco-íris duplo em dia nublado.
Sou luz dourada depois da tempestade.
Eu sou.
Sem filtro.
Sem medo.
Sem desculpas
Inspiração
Escrevi por cansaço de me diminuir para caber. Cresci pedindo desculpas por ser intensa e sensível. Um dia entendi: não preciso me desculpar por existir. O poema nasceu desse grito de liberdade, para lembrar a mim e a outras mulheres que ser inteira não é defeito.
Sobre a obra
Poesia livre em versos curtos, com anáfora e repetição de 'Não peço desculpas' para criar ritmo e força. Usei ideia do pós-chuva e arco-íris como metáfora de renascimento. Linguagem simples, direta e afetiva, sem rima fixa, para soar como manifesto.
Sobre o autor
Sou Edilene Macedo, de Aracaju-SE. Mulher que não pede desculpas por ser quem é. Meu talento é transformar sentimentos em palavras e fotos que acolhem. Escrevo e fotografo o que sinto, com alma, sem filtro. Sou.
Autor(a): EDILENE MACEDO MENEZES (Edilene Macedo )
APCEF/SE