A Musa

Trago guardado em minha alma um segredo,
Um amor que um dia cresceu em meu peito;
Como ainda espera para ser aceito,
Permanece em voluntário degredo.

A dona desse amor não sabe o medo,
Quando sonho acordado ou quando deito,
De perder juras trocadas no leito,
Vividas no universo deste enredo.

Ao ler esses versos, algum dia,
Sentindo a alma inundada de emoção,
Com seus desejos em franca extasia

Em um momento de contemplação,
Ela sonhará, a mulher que teria
Dado ao poeta essa inspiração.

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Inspiração

A proposta do soneto é explorar as emoções despertadas pela leitura.
O poema descreve um sentimento que se constrói no plano literário, contrapondo o real — na perspectiva do autor, fonte de inspiração — ao emocional, na perspectiva do leitor, que, sem saber que é, alimenta o desejo de ser a musa inspiradora.

Sobre a obra

Elaborei um soneto tradicional em versos decassílabos, estruturado com rimas interpoladas nos quartetos.
Para garantir a métrica, utilizei um site de separação silábica, o que facilitou a contagem das sílabas poéticas.
A partir da ideia inicial, fui desenvolvendo os versos e, em seguida, ajustando-os para que se adequar à forma clássica.

Sobre o autor

Um compositor e poeta amador, que nasceu do desafio de participação no Talentos Fenae

Autor(a): WILSON PAULO MAGALHAES (WILSON MAGALHAES)

APCEF/PB