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NUMA RUA SEM SAÍDA
"Boca deserta entre tijolos
Construídos ao redor do coração
Poeira de pele nos meus sonhos
E atalhos de uma falha visão
Outro tiroteio de olhares
E a munição que vem do próprio pensamento
E o dia que acorda tarde
Tão tarde, tão sem efeito
E logo eu vou cantar
Numa rua sem saída
A voz que vem mostrar
O que a alma despista
Um passo de cada vez
Quando ninguém mais está em pé
O silêncio que às vezes vem
De um barulho que eu não sei de onde é
A distância que por hora marca
Desenha imagens sem sentido algum
Atravesso a tristeza sensata
Pelas ruas que me trazem luz
E logo eu vou cantar
Numa rua sem saída
A voz que vem mostrar
O que a alma despista
E logo eu vou cantar
Numa rua sem saída
A voz que vem despistar
O que o tempo não ensina"
Inspiração
Essa letra foi um pedido de um amigo que estava distante dos filhos. Ela simboliza que, apesar das dificuldades que a vida impõe nas estrofes, ela nos liberta no refrão. O texto descreve a própria voz como a melhor arma de reação. Não é sobre o que você vê e ouve, mas sobre o que você fala e canta...e sente. A Rua Sem Saída simboliza o desafio.
Sobre a obra
Obra finalizada no começo deste ano, com gravação instrumental separada, vozes gravadas a parte e mixagem e equalização realizadas através de um programa de computador. Letra composta em 2010 e gravada voz e violão remotamente, recuperada e regravada
Sobre o autor
Entrei na CEF em 2001 com 22 anos, quando comecei paralelamente a ser vocalista e compositor de uma banda de Rock chamada Sophia, através de músicas próprias. Possuo mais de 100 letras e algumas composições de rock. Participei do antigo Integra Sampa entre os anos de 2009 à 2012, como vocalista.
Co-Autor(es)
Intérpretes
Integrantes
Autor(a): FULVIO VIVIAN FERREIRA (FÚLVIO FERRER)
APCEF/SP