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Poema
POEMA
Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás
Inspiração
A música "Poema", destaca como o medo visto como algo negativo, pode se transformar em uma porta para lembranças afetivas da infância. O verso “o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço, um consolo” mostra que sentimentos considerados frágeis podem ser oportunidades de conexão e acolhimento, especialmente quando remetem a infância.
Sobre a obra
Minha manifestação é através do canto, minha arte é a utilização da voz e interpretação para alcançar e entregar a mensagem cantada e desta forma tocar as pessoas.
Sobre o autor
Sou amante das artes de forma geral. Sou artista plástico, cantor e ator. Descobri que cantava, cantando nas igrejas em casamentos, mais tarde, trabalhei em Bandas de Baile.
Hoje, aposentado dedico meu tempo ao canto coral, sou membro do Coral APEA; e ao teatro, escrevi duas peças: "O Doce e o Amargo" e "Pra Sua Idade" onde participo como ator.
Co-Autor(es)
Intérpretes
FRANCISCO DE ASSIS FREITAS | APCEF/SP
Integrantes
Autor(a): FRANCISCO DE ASSIS FREITAS (Francis Duarte)
APCEF/SP
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