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... por pensar assim...
No escuro eu matuto enquanto outros dormem
que tipo de dia será amanhã?
Que loucura posso inventar pra chocar o mundo?
E penso talvez em mil coisas que poderiam ser.
No escuro eu perco meu tempo de jovem
vivendo em silêncio uma estratégia vã?
De que vale um sonho e um plano novo a cada segundo?
Fico na lamúria petrificada ao invés de me mexer.
Mas quando amanhece eu tô sempre cansada,
coisa de quem ficou devaneando de madrugada.
E tudo de mágico que no dia desejo
se perde na lágrima de cada bocejo.
No sol eu ando, espero, e converso
chego de um lugar, rumo pro outro, dentro do prescrito
não do que eu planejei antes de dormir (não...)
mas do que o dia a dia me faz repetir.
No sol me imagino no holofote do sucesso
chego a pensar no cenário mais bonito
planejo os discursos que vou proferir (e então...)
aparece a sombra pra essa imagem sumir.
Mas quando eu chego eu tô sempre suada,
e o calor me faz ficar mal humorada.
Daí o glamour acumulado na trajetória
evapora no travar da porta giratória.
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Inspiração
Esse poema foi concebido quando eu trabalhava no bairro do Comércio, em Salvador, e estacionava o carro num local um pouco distante e tinha que caminhar debaixo do sol escaldante do verão soteropolitano.
Sobre a obra
É um poema, com rima e tudo.
Sobre o autor
Eu vejo arte em todo lugar e escrevo.
Autor(a): CHANDRA DE CARVALHO LASSERRE (Chandra Lasserre )
APCEF/BA