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Aprender a voar
Aprender a voar
Gerado do pó do solo...
De água e minério formado
Nas narinas fui soprado
Caindo em materno colo.
Somei as pedras da idade
E o bater do coração
Meus pés tão firmes no chão
São presos à gravidade.
Quão cruel esta gaiola
A nos prender noite e dia
Nos cerca intensa porfia
Que a liberdade, imola.
Nossas asas querem céu
Nosso rosto, o frio vento
Libertar-se deste assento
E a cegueira deste véu.
Contudo, voam os anos
Com a idade, vem leveza
Não mais importa a certeza
Pouco importam os planos.
Já vejo um alado caminho
As pedras me caem da mão
Meus pés já saem do chão
Me torno então, passarinho.
Inspiração
O ciclo da vida, as ansiedades, os sonhos as limitações, e agora aos 57, a leveza e sensação de liberdade. Não há mais necessidade de ganhar o mundo, se provar ou discutir, apenas fluir como um Rio.
Sobre a obra
Quadras em versos líricos no esquema ABBA, com uma pegada musical.
Sobre o autor
Sou polimata, e utilizo a arte para me comunicar com o mundo. Sempre estudando e praticando artes plásticas, literatura, música e mesmo culinária.
Procuro deixar um legado de reflexões e alegrias ao próximo.
Autor(a): PAULO SERGIO SOUZA AZEVEDO (Paulo Azzevedo)
APCEF/MS