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PANTANAL MATOGROSSENSE
Cheia e seca
Seca queima, mas não apaga a chama,
cheia transborda e o peito reclama.
Garça corta o céu em despedida,
e eu te procuro em cada curva da vida. O Pantanal não perdoa quem sente,
ele devora, cura, e fere a gente.
Entre o berro do tuiú e o silêncio,
eu me afogo em você sem ter lenço. Na lama eu planto o que não te disse,
na água eu lavo o que não desfiz.
O sol racha a terra e racha a boca,
mas teu nome na minha não seca. Vem a noite e a onça risca a escuridão,
as estrelas caem no meio do coração.
O rio sobe, leva barco e promessa,
e eu fico aqui na margem dessa pressa. Se a seca voltar, eu viro raiz funda,
pra te esperar mesmo quando o mundo afunda.
Se a cheia subir, eu viro correnteza,
pra te achar mesmo no meio da beleza. Porque amar aqui é assim:
ou arde inteiro no capim,
ou inunda a alma até o fim,
e me deixa sem chão e sem mim.
Inspiração
Passeando pelo Rio Paraguai.
Sobre a obra
Vendo as maravilhas no Pantanal.
Sobre o autor
Gosto de escreve quando tenho uma grade inspiração.
Autor(a): JOHN GORDON RAMSAY (GORDON)
APCEF/MT