Intervalo das Marés

Sou passageira do intervalo das marés
Coleciono horizontes que esqueceram de voltar.
Trago no bolso fumaça de revoluções fracassadas
E um grito contido que nunca aprendeu a incendiar.

Ainda há maré sob o concreto
E constelações onde ninguém pensou mirar
Se o mundo escreve ausências com caligrafia exata
Eu respondo em linhas tortas só para desagradar.

Não aceito que o amor seja um truque disciplinado
Nem vitrine para os céticos aplaudirem sem tocar
Prefiro o risco das verdades mal costuradas
Ao verniz impecável de quem desaprendeu a sonhar.

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Inspiração

Escrevi este poema enquanto estava na praia, observando e ouvindo o movimento das ondas (indo e vindo). Senti-me profundamente conectada com a natureza e permiti que meus sentimentos fossem sintetizados em palavras, deixando que a inspiração fluísse livremente ao ritmo do mar.

Sobre a obra

"Intervalo das Marés" celebra a inquietação, a autenticidade e a coragem de viver fora dos padrões, valorizando o sonho, a reflexão e a resistência poética diante das imposições do mundo.

Sobre o autor

Sempre gostei de escrever e considero a escrita uma verdadeira extensão de mim, sendo um
poderoso instrumento de reflexão, capaz de promover conscientização e transformação. Sou autora do livro "Nas Entranhas do Mundo", lançado em 2017, e participo do Talentos Fenae desde 2016.

Autor(a): ANDRESSA PACHECO BULHOES (Andressa Pacheco Bulhões)

APCEF/RJ