Talentos Fenae/Apcef

POEMA DE MINUTO

Poema de minuto.

O tempo consome o espaço
O que o espaço faz com o tempo?
O que a matéria faz com o tempo?

Eu sou matéria e espaço
O que eu faço com tempo?
Só passo?

Não é papel do tempo preocupar-se em dar espaço
Isso é de meados do espaço-tempo

O tempo vinha, consumia e ia
Vinha consumia e ia
Vinhaconsumiaia

Cronicamente, a frente de seu tempo
Como num passatempo

Hoje, o tempo precisa ser ocupado

Não sou eu que estou sem tempo
É o tempo que ainda aprende a ser espaço

Luiz Eduardo Barros

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Inspiração

Só mais uma de minhas reflexões cotidianas. Só mais um eco de minhas ideias, antes de ecoarem. Nasceu como série de status do whatsapp. Virou poema.

Sobre a obra

Neste diminuto poema, o eu lírico reflete sobre a relação humana com o tempo. Ele a distingue da relação com o espaço, questionando se precisamos mesmo nos preocupar em caber no tempo. Há no poema uma audaciosa brincadeira com a relatividade, insinuando que este desejo de ocupação é contemporâneo ao surgimento do conceito de espaço-tempo.

Sobre o autor

Meu nome é Luiz Eduardo Barros dos Santos e sou de Duque de Caxias. Sou casado e tenho dois filhos. De vez em quando tenho algumas ideias curiosas que transformo em textos. Acredito que é a estratégia que adoto para me conhecer melhor. Pena que acabo me tornando bastante confuso. Como deve ser. Afinal, neste caso, a prioridade é minha.

Autor(a): LUIZ EDUARDO BARROS DOS SANTOS (Luiz Eduardo Barros)

APCEF/RJ