Cordel do Sertão em Greve

Cordel do Sertão em Greve

No sertão das mãos calejadas
A Terra é regada com muito suor
Bilhões de frutos são colhidos
mas pouco do lucro é repartido

Mas o patrão só dizia:
“Plante mais, não pode parar!”
e nunca se perguntava:
“E se ele não aguantar?”

Um dia, o sertanejo cansado disse:
“Agora eu vou parar!”
“Sem saúde e sem direito respeitado,
não dá mais pra trabalhar”

“É grave! É greve! Companheiro”
Chega de só obedecer
Vamos com união vencer essa batalha
por uma vida mais leve de viver

E falou com voz certeira:
Se o patrão não valoriza
e só quer dinheiro
O que sobra é só o cheiro

Meus anos foram entregues
Minha vida ficou pra trás
Enquanto os filhos foram crescendo
Eu trabalhando cada vez mais

E a família que me espera
Também merece atenção
Não se compra tempo perdido
Com dinheiro ou gratificação.

Foi então que de repente o patrão se viu assustado
sem saber o que fazer
“Sem trabalhador do meu lado
Quem vai fazer isso render?”

Se a cerca vira estrada
E o silencio vira trovão
Se o sol não der trégua não nasce nada
Se o trabalhador cruzar os braços também não

Tudo precisa de equilíbrio na vida
ninguém pode esquecer
Quem trabalha também tem voz
Tem direitos e tem poder

Pois quando a mão que produz
resolve em fim se levantar
Ate quem manda lá de cima
é obrigado a escutar.

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Inspiração

O contexto ao qual estou inserida

Sobre a obra

Poesia de Cordel

Sobre o autor

Sempre gostei de escrever ...
Agendas, cartas, diários...musicas, poesias....

Autor(a): Luciana da Silva Pereira Magalhães (Luciana da Silva Pereira Magalhães)

APCEF/DF