A carta

A carta

Mãos atentas para pensar
Dedos rígidos a esperar
A tinta branca que vai se aplicar
Ao papel também branco a manchar

O dedo aperta, a caneta certa
A pressão conecta, a tinta injeta
E nada mais ocorre, o que é vida vive
O que é morte morre, no primeiro revide

E a carta transcorre, esperando o selo
Esperando o zelo, que só as palavras dão
Desde sua primeira letra, é um frio de solidão
Que em vão, espera por seu mensageiro

Foi-se o hoje, foi-se o ontem
E o amanhã até a chegada até ele
Ele lê? Ele escreve? Ele entende?
Ele vê? Ele responde? Onde?

E como um papel em viagem pelo céu
Procura que a chuva não manche suas letras
Ou que a resposta seja lida sobre velas
Em algum quarto daquele hotel

Desde aquele dia
Foi-se apenas uma via
A resposta nunca veio
Em 8 anos de calmaria.

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Inspiração

A escrita sem a resposta

Sobre a obra

Apenas uma carta que foi enviada e nunca respondida

Sobre o autor

Escritor por insistência e autor de alguns livros.

Autor(a): THULIO PHELIPE ANDRADE DE SOUZA (Thulio)

APCEF/PB