ANSIEDADE

ANSIEDADE

Durmo em telas de tevês e celulares,
Com a mente envolta em medos e tensões.
Perco-me em labirinto dos futuros
Construídos no tear das ilusões.

Vejo dias correndo em autoestradas
Que transportam a castelos invisíveis.
Vivo sonhos em rochas partilhadas
Com seres que se mostram insensíveis.

De algoritmos e teclas me alimento
Que transformam os desejos em moedas.
Cada manhã me cobre de tarefas,
Que são pedras causando tombos, quedas.

Assim amo o relógio quando quebra
E a ausência que constrói o meu silêncio.
Só o pausado som do meu respirar
Deixa-me ver no céu o sol clarêncio.

E o meu tempo se esvai com tanta pressa
Que não sei se no campo ou na cidade
Eu consigo viver como um humano
À sombra da feroz ansiedade.

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Inspiração

Resolvi escrever sobre um assunto que martiriza as pessoas no mundo atual.

Sobre a obra

Ansiedade mostra o sofrimento causado pelas incerteza, pela falta de objetividade na vida moderna, levando o ser humano ao desespero pela falta de segurança na sua caminhada.

Sobre o autor

Economiário aposentado, advogado, membro da Academia Piauiense de Poesia, autor de sete livros, sendo dois de contos e poemas e cinco de romance de época que procura mostrar as carências e os sofrimentos dos homens do campo em um período em que as terras pertenciam a poucos e a ganância não valorizava o ser humano.

Autor(a): ANTONIO VASCONCELOS PACHECO (A. V. Pacheco)

APCEF/PI