Doce Guerreira

Doce Guerreira

Singular e doce Guerreira
Que duvida de si, mas luta
Prova a vida com provas
E viva as provas da vida
Talvez não entendas a grandeza
Do feito heroico que inspiras
Pois a glória de uma só pessoa
De muitos pode curar as feridas

Singular e doce Guerreira
Que teme, mas mira sua raia
Mostra na luta a tua força
E luta com força a batalha
Por mais que pareçam enormes
As piscinas que encontramos na vida
A chama que tens em teu peito
É capaz de aquecer águas frias

Singular e doce Guerreira
Que fere a si mesma, e sente
Nade com amor o teu nado
Que nada ferirá teu presente
Saiba que com tua bravura
Nikè abraçou-lhe no instante
Em que entrou na água, pequena
E saiu como uma gigante

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Inspiração

A inspiração veio ao acompanhar minha companheira Kerli em uma prova de natação. Mais do que o resultado da competição, chamou-me a atenção sua coragem diante dos próprios medos. Quis transformar aquele momento em palavras, como uma pequena homenagem à força que enxerguei nela.

Sobre a obra

A poesia foi construída em três estrofes, com versos rimados, repetições e metáforas que aproximam a natação das batalhas da vida. A imagem da Guerreira conduz o poema, enquanto a figura da deusa Nikè simboliza a Vitória que já acompanha a guerreira antes mesmo de ela chegar ao fim da prova.

Sobre o autor

Filósofo por identificação, encontro na Arte não apenas uma linguagem, mas uma possibilidade de transformação. Ela educa sem impor, desperta sem explicar, conduz o olhar para além do que costumamos alcançar. É como abrir uma janela para dentro de mim e, por um instante, permitir que outros também possam experimentar aquilo que vejo e sinto.

Autor(a): LUIZ GUSTAVO CITTADIN (Gustavo Cittadin)

APCEF/SC


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