Selvagem

Clarão da lua, sinistra paisagem
um ser humano transformou-se em fera
quem dera fosse mais uma miragem
voraz reflexo de uma nova era.

De nossa terra tudo se espera
criatura vestida de coragem
para que lute como uma pantera
revelando seu lado mais selvagem.

Homem-bicho resgata a rebeldia
a natureza impõe supremacia
não há lugar para o arrependimento.

Recusa a vida de hipocrisia
junto aos animais segue em harmonia
para ser livre entre o esquecimento.

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Inspiração

Inspirado em versos do poema “Versos íntimos” de Augusto dos Anjos.
“[...] O Homem, que, nesta terra miserável,/
Mora, entre feras, sente inevitável/
Necessidade de também ser fera.”

Sobre a obra

Poema escrito na forma de soneto decassílabo. 14 versos divididos em duas estrofes de quatro versos e duas estrofes de três versos e cada verso com dez sílabas poéticas.

Sobre o autor

Está sempre em busca de novos temas e inspirações para escrever. Já publicou poemas e contos em coletâneas.

Autor(a): REBECA BULCAO DA SILVA (Rebeca Bulcão)

APCEF/RS