Soneto para a menina da TI

Soneto para a menina da TI

Se alguém buscar na rede sua casa,
Direi que habita a minha tela fria.
Teu dado deixa minha mente em brasa,
Conexão que o peito inicia.

Despindo o pixel que o bom senso adia,
Cena que o ecrã grita e não aguenta,
O pensamento em pane e agonia,
Tráfego que esta mente alimenta.

Bate a incerteza se ao amor dou preço,
Criptografo o que sinto com temor.
Você teima em me pedir para esquecê-la!

Busco no peito o que já não conheço,
Fantasmas na tela do computador.
Eu teimo, em vão, em todo dia querê-la!

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Inspiração

A proposta conceitual desta obra reside na fusão entre a vanguarda tecnológica da TI e o resgate nostálgico da tradição poética utilizando a arquitetura fixa e simétrica do soneto.

Sobre a obra

Utilizei a arquitetura fixa e simétrica do soneto — com seus dois quartetos e dois tercetos — como uma espécie de algoritmo literário, estruturando conceitos modernos do ambiente digital dentro de uma métrica clássica para criar uma linguagem híbrida e de forte impacto estético.

Sobre o autor

Longe de mim a audácia de reivindicar o título de artista; vejo-me, na verdade, como um mero arremedo do que a verdadeira arte representa. Movido por uma inquietação constante, permito-me o risco de desbravar as palavras na escrita, de traçar linhas no desenho e de misturar cores na pintura, e, bem mais esporadicamente, ouso praticar a fotografia.

Autor(a): JOAQUIM MARCELINO DE ANDRADE NETO (Lino Andrei)

APCEF/DF