POEMA INTENCIONAL

Se quiser dar forma ao tanto
Que carrego sem tocar,
Seja riso, fosse pranto,
Quanto guardo de lugar?

Se fosse feito de verbo
Levaria quanta tinta, quantas linhas,
Tudo que tenho e lego
Pra poder palavrear?

O que tenho é imensidão
Empilhada com leveza.
Carrego-a nos olhos, no peito,
Ocupando um não-lugar.

Mas se tentasse tecer palavras
Dando forma à alma minha
Acho que precisava quem sabe
Só mesmo de uma linha.

A imaterialidade do afeto é física na verdade.
Na logística da alma, tudo que meu coração contém Transbordaria o universo se reduzido a só metade

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Inspiração

Pensar em como coisas tão leves podem ser ao mesmo tempo tão imensas. Sentir não ocupa nenhum espaço, mas é imenso.

Sobre a obra

Não usei técnicas específicas, gosto de ouvir as palavras soando suaves e tendo significado nada suave.

Sobre o autor

Poeta não intencional. Quando a inspiração vem, as palavras jorram. Às vezes.

Autor(a): JULIO CESAR RIBEIRO MENEZES DOS SANTOS (JC)

APCEF/RJ