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Domingos
O jogo corrria lentamente, tranquilamente, como se fosse domingo.
Não era domingo, era Domingos!!!
Domingos da Guia!!! O Divino Mestre!!!
Domingos da Guia, talentoso e elegante, defendendo a Seleção Brasileira de Futebol.
O ano era mil novecentos e trinta e oito.
Era o Brasil dando seus primeiros passos, seus primeiros passes.
Nas Copas do Mundo, nos campos do Mundo.
De pé em pé.
E assim foi nascendo o olé.
E assim foi nascendo o Mané (Garrincha).
E assim foi nascendo o Pelé (Rei do Futebol).
Assim nasceu a Seleção canarinho.
Teve gol de bicicleta, folha-seca e calcanhar.
Teve dribles variados, pedalada, caneta e chapéu.
A ginga vinha do Samba, magia, talento e poesia.
A força vinha da perfeita união, do arroz com o feijão.
E a bola o que achava disso?
A bola devia adorar, pois era muito bem tratada pelos jogadores que vestiam Verde e Amarelo.
E assim era a nossa Seleção brasileira.
Vencedora e admirada.
Craques em profusão.
Em cada rua, um campinho, em cada cidade, um estádio.
O mundo queria nos imitar e tentar nos vencer.
Tentaram de várias maneiras, com estudos ou pontapés.
Acabaram aprendendo e hoje conseguem até driblar.
Aprimoraram as táticas, chegaram a nos golear.
Mas a ginga ainda é nossa, carecem de aprender.
É o nosso maior segredo para voltarmos a vencer.
Por isso eu peço a Domingos, ao craque Domingos da Guia...Nos guie pelos atalhos que nos conduzem a Vitória.
"O Brasil não cabe no quintal de ninguém".
Inspiração
Ao assistir uma reportagem sobre Domingos da Guia, percebi como alguns de nossos "heróis" não são reverenciados como outros. A história foi Futebol brasileiro é repleta de craques icônicos. Domingos da Guia foi foi um craque dos gramados.
Sobre a obra
Reverenciar um craque esquecido, um ídolo pouco reconhecido, é uma honra. Poderia escrever muito mais sobre o Futebol brasileiro.
Sobre o autor
Sou carioca. Aprendi a batucar e a compor, aos 16 anos. A música me levou a escrever poesias e outras canções. Passei muitos anos compondo e batucando. Até que casei e fui trabalhar na Caixa Econômica Federal. Fiquei muitos anos, longe das Artes. Voltei em 2016. E agora, além de compor, uso minha sensibilidade para desenvolver novos Talentos.
Autor(a): JULIO AFONSO SILVA LUCCHESI (Julio Lucchesi )
APCEF/RJ
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