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Entre o Barulho e o Silêncio
Entre o Barulho e o Silêncio
A casa era bagunçada
Cheia de barulhos
Brinquedos por todos os cantos
Parecendo um monte de entulho
Mas a casa era feliz
Ouvia-se muitas risadas
As vozinhas infantis
A darem muitas gargalhadas
Hoje há um silêncio mortal
Cada um em seu canto
Não há brinquedo não há bagunça
Não há risada nem encanto
É a solidão do ninho vazio
Os filhos cresceram e foram viver
Cada um a sua vida
E nós aqui a envelhecer
Inspiração
A inspiração deste poema vem de uma experiência muito comum na vida de pais e mães: a percepção de que o que antes era motivo de cansaço, correria e até reclamações, com o passar dos anos se transforma em saudade. O momento em que os filhos crescem, conquistam sua independência e deixam a casa dos pais para construir suas próprias histórias.
Sobre a obra
Poesia contemporânea / poesia memorialista composto por quatro estrofes com rimas ocasionais mas sem esquema rígido. O poema não busca virtuosismo técnico, mas sim musicalidade discreta, o que combina com seu caráter confessional.
Sobre o autor
A fotografia faz parte da minha vida desde a infância. Quando conheci o Talentos, vi a oportunidade perfeita para compartilhar essa paixão com mais pessoas.
Sou empregada da CAIXA há 22 anos e comecei no Talentos acompanhando os desenhos das minhas filhas no Desenho Infantil, mas elas cresceram eu me aventurei por novos caminhos, como Poesia.
Autor(a): WANIA MARIA DANTAS DA SILVA RAMOS (Wania Ramos)
APCEF/AC