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Alvura
Trago nos tons da vida a cor cansada,
Mistura turva de poeiras do caminho;
De nódoas presas ao fio do destino,
Vermelhas de culpa, na alma entranhadas.
Se a mancha grita, e a alma se constrange:
Nem densa neve cobre o peso da memória,
Nem branca lã apaga o erro em sua história;
O coração conhece o próprio sangue.
Eis que o Vermelho Santo se derrama
Da cruz à tela opaca do meu viver;
Alcança a mancha e a desfaz.
O que era escarlate perde a chama:
Do caos das cores faz se o amanhecer;
O sujo alcança o branco que Deus traz.
Inspiração
O processo de regeneração do ser humano, quando alcançado pela Graça
Sobre a obra
a obra é um soneto de versos livres, em formato 4-4-3-3
Sobre o autor
Meu nome é Robson. Bancário há 14 anos. Participo do Talentos FENAE desde suas primeiras edições, em várias categorias. No entanto, é na literatura que me encontro e posso me expressar.
Autor(a): ROBSON FERREIRA DE SOUZA (Robson Ferreira de Souza)
APCEF/PR
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