Talentos

Onisciência

Desde cedo ficou provado
Que sem mim não existia a razão
Levei a liberdade por onde andei
Dei asas à imaginação

Na vida me manifesto em diferentes visões
Nos gênios a genialidade
Nos amantes a paixão
Nos viciados a viagem
Nos artistas a criação
No ateísmo a camuflagem
Na fé a religião
Nos perdidos a vadiagem
Nos homens sérios a razão
No radical a ideologia
No crente a devoção
No palanque a promessa
No Pedante a sedução

Graças à minha existência muito se sabe da vida
A verdade revelada
A hipocrisia despida
Sou inocência mansa
Ou violência incontida
A mente de uma criança
A mesma do fim da vida
Onde o ponto de chegada
Coincide com o de partida

Filha da razão perdida, sou a razão da minha negação
A felicidade dos ricos
A humildade dos pobres
A derrota dos fracos
A vitória dos fortes
A sapiência dos olhos
A cegueira da mente
O altruísmo da esmola
A salvação da oferta
A confiança contida
O olhar pela fresta

Muitas são as formas de minha manifestação
Nos que tentam me evitar, nos que saem à minha procura
Sinto aqui decepcionar aos que acham que tem uma cura
Porque não sou uma doença. Muito prazer! Sou a loucura.

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Inspiração

Uma reflexão sobre a essência do comportamento humano.

Sobre a obra

Poesia livre que busca a cadência da leitura, procurando despertar suspense no leitor

Sobre o autor

Pelo segundo ano participando da FENAE, na edição anterior participei com músicas e poesias. Comecei a compor e escrever em novembro de 2017, para participar do Talentos e não parei mais.
Já estou lançando o meu primeiro CD com dez composições e tenho um projeto de escrever poesias sobre temas do Direito, chamado Versificando Direito.

Autor(a): WILSON PAULO MAGALHAES (Wilson Magalhães)

APCEF/PB


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