Talentos

O AQUAMAN DE MEIA-TIGELA

Tudo aconteceu num sábado ensolarado em uma pequena ilha na cidade de Mocajuba, interior do Pará.
Eu estava banhando no trapiche da casa de uns amigos e conheci um garoto nativo chamado Zequinha que nadava que nem um peixinho e adorava passear no rio em uma pequena canoa, construída pelo seu pai.
Logo que o vi remando naquelas águas escuras dos rios da ilha, senti imensa vontade de fazer o mesmo.
O Zequinha percebendo o meu interesse, sugeriu: "Vamos lá, senhora!! Venha passear comigo. A canoa é pequena mas acho que cabem dois.”
Fiquei toda entusiasmada, mas muito receosa por causa da correnteza forte. Mas como o Zequinha afirmou que não era perigoso, resolvi arriscar.
O rio era largo e haviam inúmeras espécies de pássaros por toda a margem. Deixei o medo de lado e lá fui eu remando pela beira do rio e curtindo a natureza.
Devido a força da correnteza, a canoa sempre era levada em direção aos galhos da mata na beira do rio, apesar do nosso esforço em remar na direção contrária.
De repente, o Zequinha teve a ideia de pedir para eu mudar minha a posição dentro da canoa, a fim de facilitar as remadas contra a maré. E eu, sem nenhuma experiência em fazer aquilo, tive a infeliz ideia de ficar em pé na canoa para mudar de posição.
Quando me movimentei já em pé na canoa, ela passou a balançar e encher de água. Assustada, resolvi pular no rio para que a canoa não afundasse.
Meu esposo, que estava assistindo tudo aquilo, ao me ver cair na água, ficou desesperado. Ele sabia que eu não era nadadora e resolveu dar um de herói, pulando no rio para me salvar.
Só que no meio do trajeto ele lembrou que, assim como eu, não sabia nadar suficiente para chegar até a canoa e danou-se a gritar por socorro.
Ainda bem que os nossos amigos estavam por perto e ouviram a gritaria do meu “herói” e mandaram os caboclos do local pularem na água para salva-lo do provável afogamento.
Ou seja, eu e Zequinha estávamos bem, segurando na beira da canoa, enquanto o meu “Aquaman de Meia-Tigela” estava engolindo água e sendo salvo pelos caboclos de Mocajuba.

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Inspiração

Essa é a história do meu quase auto afogamento, ocorrido na cidade de Mocajuba.

Sobre a obra

Fiz um breve relato da minha aventura, usando linguagem bem simples, exatamente do jeito que gosto de ler um conto.

Sobre o autor

Sou iniciante em Contos, mas fui incentivada pelos amigos a contar essa minha aventura real.

Autor(a): MARIA DA CONCEICAO FREITAS GUIMARAES (CONCY)

APCEF/PA


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