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MEU BRASIL MAGESTADE
MEU BRASIL MAJESTADE
Meu Brasil, de norte a sul,
vou teus caminhos trilhar;
sob a imensidão azul,
tua história vou cantar.
Do teu Norte tão fecundo,
mil sons a floresta produz;
a água corre em rio fundo
e o mundo inteiro seduz.
No Nordeste, o sol mais forte
marca a vida no sertão;
o sertanejo acha o norte,
mesmo sem água no chão.
Quando a sanfona vigora,
a poeira sobe no salão;
a tristeza vai embora
ao compasso do baião.
Meu Brasil não pede trono,
nem se curva à vaidade:
quando o povo se ergue em pé,
MEU BRASIL É MAJESTADE!
No Centro-Oeste, a planície
abre os braços ao luar;
e o Pantanal, na superfície,
faz o próprio céu boiar.
No Cerrado, a seca ensina
a raiz a procurar;
sob a terra ela caminha
até a água encontrar.
No Sudeste, a serra antiga
guarda ferro e cafezal;
o comboio que ela abriga
leva o grão ao cais final.
Entre o sino e a avenida,
o sobrado ainda mora;
a cidade colorida
junta o hoje com outrora.
Lá no Sul, a araucária
ergue a copa sem parar;
numa cuia solidária,
o mate ajuda a esquentar.
Pelos campos, a fronteira
vai perdendo a solidão;
numa estrada hospitaleira,
o vizinho acolhe o irmão.
Meu Brasil não pede trono,
nem se curva à vaidade:
quando o povo se ergue em pé,
MEU BRASIL É MAJESTADE!
Cada canto tem seu brio,
cada povo tem seu jeito;
juntam-se a serra, a mata e o rio
num país cravado ao peito.
Há mil línguas nessa fala,
do português ao tupi;
nenhuma voz mais se cala
no coração de quem é daqui.
O que os velhos ensinaram,
mãos mais jovens vão saber;
pelas trilhas que deixaram,
esses passos vão correr.
Pelo extenso litoral,
onde o vento beija a areia,
o oceano espalha o sal,
enquanto a onda passeia.
Tua fogueira ilumina,
mesmo quando falta o pão;
a semente que germina
dá sustento ao nosso irmão.
Teu povo é tua coroa,
este solo é nosso lar;
lá do alto o Cristo abençoa
quem em ti escolhe morar.
Meu Brasil que amo tanto,
por tuas terras andei;
a cada encontro, um encanto,
nova história encontrei.
Meu Brasil não pede trono,
nem se curva à vaidade:
quando o povo se ergue em pé,
MEU BRASIL É MAJESTADE!
Inspiração
Minha inspiração surgiu do meu amor pelo Brasil em sua diversidade: o Norte da floresta, o Nordeste do sertão e do baião, o Centro-Oeste do Pantanal, o Sudeste da serra e o Sul da araucária. Quis celebrar o povo, não o poder — a majestade que não usa coroa, mas se ergue em cada canto do país.
Sobre a obra
A obra foi construída como uma poesia em versos rimados, com estrutura de cantiga. Para chegar ao resultado, pesquisei os traços culturais das cinco regiões, construindo um percurso rítmico com estribilho que retorna três vezes como refrão de roda. A técnica une oralidade e métrica popular para coroar o povo brasileiro, e não o poder.
Sobre o autor
Eu sou Verônica Galvão, aposentada da Caixa, poeta, escritora, advogada e formanda em Letras/Espanhol, membro da ALANE. Amo a poesia desde a infância e mantenho uma constante visão de futuro, aprimorando meu olhar e acompanhando as transformações contemporâneas. Já lancei três livros e sigo criando novos projetos.
Autor(a): VERONICA DA SILVA GALVAO (Verônica Galvão)
APCEF/AL