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Ode ao Bar Savoy
Ode ao Bar Savoy
Cinquent’anos de chopes,
na vetusta Av. Guararapes,
147, no Sigismundo Cabral:
o bar icônico da Veneza tropical.
Odes, elegias, quanta boêmia;
ali se tecia a mais pura poesia,
prosa, entremeio, melancolias;
convivas em ternas harmonias.
Do lazer, eras decerto a moradia,
dos intelectuais, o seu dia a dia
Capiba e Carlos e Gilberto e Vicente
e Ascenso e Mauro e Ariano, presentes!
Foram-se todos, silenciados,
os trinta homens ali sentados,
levaram seus sonhos frustrados,
eles encantados, o Recife calado.
Quão bela, tua rica história,
teu passado, tua eterna glória;
em cada mesa, uma trajetória,
dos poetas, de suas vitórias.
Como hoje ainda em mim dói!
Triste e só, a saudade me destrói!
São resquícios da minha memória
oh! Saudade, se foi o Bar Savoy!
Eduardo Albuquerque
Recife, 21/12/2025.
Inspiração
poema de memória, elegia urbana e homenagem à vida intelectual e boêmia do Recife.. Fui assíduo cliente e ali espargie a alma de adolescente apaixonado e sonhador.
Sobre a obra
No poema expresso busquei utilizar da tradição lírica e elegíaca, particularmente na linguagem de saudade, na personificação e nas rimas regulares.
Considero um poema contemporâneo de matriz memorialista, com forte diálogo com a tradição lírica brasileira e com a identidade cultural pernambucana.
Sobre o autor
Participei de cerca de 19 antologias poéticas em SP/RJ/PE. Sou autor dos livros POESIARANA (2025) e POEMARANA (2026).
Escrevo semanalmente no Suplemento Cultural d'O Poder, jornal recifense.
Autor(a): EDUARDO RODRIGUES E ALBUQUERQUE (Eduardo Albuquerque )
APCEF/PE