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Desenredo
Por toda terra que passo
Me espanta tudo que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tramas do teu desejo
O mundo todo marcado
À ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tranças do teu segredo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando,
O homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando,
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do seu cabelo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe...
Inspiração
Gosto de cantar essa canção adoro
Sobre a obra
Adoro a sofisticação poética de Paulo Cesar Pinheiro nessa canção, em casamento perfeito com a melodia de Dori. Voz e violão sem maiores pretensões.
Sobre o autor
.... se você disser que eu desafino, amor...
Co-Autor(es)
Intérpretes
PAULO ROBERTO PEREIRA DE ARAUJO | APCEF/PE
Integrantes
Autor(a): PAULO ROBERTO PEREIRA DE ARAUJO (Paulo Araujo)
APCEF/PE
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